O Porto recompensa mais quem passeia sem plano do que quem segue uma lista, mas há algumas coisas que vale a pena planear à volta. Eis o que apontaríamos a um amigo nos primeiros dias na cidade — incluindo a coisa mais fácil de saltar e que não devia ser.
Caminhe pela Ribeira e atravesse a ponte
Comece onde todos começam, porque vale a pena: a frente ribeirinha da Ribeira, com as casas empilhadas em todas as cores pela encosta acima, esplanadas a espalhar-se pelas calçadas. Dali, atravesse a pé o tabuleiro superior da Ponte D. Luís I — a pé, não de metro — para a vista de volta sobre a cidade de onde saem a maioria das fotografias do Porto.
Fila para a Livraria Lello, ou não
A escadaria em madeira esculpida e o teto em vitral da Livraria Lello são genuinamente bonitos, e genuinamente cheios — conte com bilhete com hora marcada, fila, e uns minutos lá dentro antes do próximo grupo entrar. Se essa troca não lhe atrai, o exterior sozinho (uma fachada neogótica na Rua das Carmelitas) já fica bem em fotografia, e o dinheiro poupado dá para um almoço a sério.
Veja a cidade a partir da água
Tudo o que foi dito acima é o Porto visto de terra, que é a versão que a maioria dos visitantes tem. A vista muda por completo a partir do meio do Douro — as mesmas casas, as mesmas pontes, mas do único ângulo que as coloca todas em proporção ao mesmo tempo.
É aqui que entramos. O nosso Cruzeiro Diurno (10h30–17h00) mostra o pormenor — as fachadas de azulejo, os barcos ao longo do Cais de Gaia, a antiga Alfândega de perto. O nosso Cruzeiro Pôr do Sol (19h00, duas horas) encaixa a golden hour mesmo por baixo da Ponte D. Luís I, com a cidade inteira a mudar de cor à sua volta. Ambos incluem um Porto Tonic de boas-vindas e sabores locais a bordo, e podem ser reservados como lugar partilhado ou como charter privado para o seu grupo.
Atravesse para Vila Nova de Gaia pelas caves
A ponte que lhe deu a vista é também o caminho para as caves de Vinho do Porto do lado de Gaia — Graham's, Ferreira, Taylor's e mais uma dúzia, a maioria com uma visita curta e uma prova. Vá ao final da tarde e pode passar diretamente de uma visita às caves para uma mesa de esplanada para o pôr do sol.
Passeie pelo Mercado do Bolhão
Recentemente restaurado, e vale a pena uma hora sem objetivo em particular — peixarias, bancas de flores, um café lá em cima para um café e um pastel de nata. Melhor para passear do que para fazer compras.
A pé ou de elétrico até à Foz do Douro
Onde o rio finalmente encontra o Atlântico. A caminhada pela Marginal a partir do centro ocupa a maior parte de uma tarde; o elétrico número 1 percorre o mesmo trajeto em vinte minutos sem pressa. De qualquer forma, o farol de Felgueiras e o ar do mar valem a viagem.
Nada disto precisa de acontecer por uma ordem fixa, e o Porto é suficientemente pequeno para que a maior parte caiba em dois ou três dias sem correria. Se só tiver tempo para reservar uma coisa com antecedência, que seja o barco — tudo o resto nesta lista fica com outro aspeto depois de ver onde se encaixa no rio.



